12 Outubro, 2009
Estamos nos aproximando da reta final do nosso estudo sobre chakras. Neste penúltimo texto, falaremos sobre o Swadhisthana. A palavra sânscrita swa significa “próprio de” e adhisthana significa “morada ou residência”. Portanto, swadhisthana significa “da própria residência” ou “Lugar/Morada do Ser”, ou ainda o “Fundamento de si próprio” ou simplesmente “chakra sacral.”

O Swadhisthana Chakra localiza-se abaixo do umbigo e, posteriormente, no osso sacro. Manifesta-se no equilíbrio dos órgãos do abdome inferior, da região sacral e parte inferior da coluna lombar; quadris e cintura pélvica; os vasos sanguíneos e sangue; o sistema linfático e a linfa; sistema renal e a bexiga controlando as “águas” do nosso corpo. Está relacionado com os órgãos sexuais, sexualidade e sensualidade. Ele confere a sensação de completa integração e união que devemos sentir durante o ato sexual ou durante a gravidez.
Há algumas controvérsias relacionadas ao Swadhistana Chakra. Localizado muito perto de
Muladhara Chakra, também está envolvido e é responsável pelo despertar da energia de
Kundalini a partir do próprio Muladhara. Acredita se que a sede da energia de Kundalini estivesse em Swadhisthana, e que posteriormente decaiu e repousou no Muladhara, em conseqüência do próprio declino da consciência humana. No ocidente, o Swadhistana chakra é, às vezes, substituído pelo Chakra do Baço graças à
C.W. Leadbeater. Em seu
livro “
Os chakras – os centros magnéticos vitais do ser humano”, Leadbeater afirmou que o chakra Swadhisthana é diferente do chakra do baço e cita este útimo como o segundo chakra principal. A descrição que Leadbeaters faz sobre o chakra do baço é semelhante às funções do baço de Medicina Chinesa e que possui estreita relação com o equilíbrio dos órgãos de reprodução, principalmente o útero e o controle do ciclo menstrual. Leadbeater situa o Chakra do Baço no físico do baço, por isso que em alguns diagramas sobre os Maha Chakras apresentam o segundo chakra nesta posição.

Leadbeaters refere que o despertar do chakra Sacral pode ser desastroso. As sensações experimentadas por este centro são muito intensas, pois reforçam nossa auto estima. Mas apesar do significado do próprio nome, não é um lugar para fazer a sua residência, não é um lugar para parar para sempre. O êxtase que nos espera com a percepção das sensações dos outros centros energéticos não será atingido. E, em comparação com o êxtase, a felicidade e a alegria, a beleza das sensações do Swadhisthana, não são absolutamente nada, se comparado às percepções a serem sentidas através das manifestações dos outros chakras.
Ao nível energético, é a sede da nossa vitalidade, pois é responsável pela energização geral do nosso organismo. Quando este chacra está equilibrado propicia uma boa captação energética.

Este chacra manifesta-se nas nossas reações emocionais frente aos problemas e alegrias no dia-a-dia. É responsável pelo fluir de nossas águas corporais e pelo fluir de nossas emoções. Se no aspecto físico rege as águas do corpo governando os líquidos corporais ( o sangue, a linfa, liquido cefalorraquidiano, líquidos cavitários com liquido pleural, periotonial, pericárdico, das articulações, a menstruação, o esperma e as lágrimas) no aspecto emocional, se equilibrado, faze-nos fluír com entusiasmo, em busca da felicidade. Em desequilíbrio ficamos estagnados, “presos” aos afazeres, pré-ocupados. Este chakra está ligado às questões emocionais concernentes aos nossos relacionamentos individuais. Incluem-se relacionamentos sexuais, familiar, profissionais, e até mesmo simples amizades e sua dinâmica envolvem questões de honra, moral e ética. Seu bloqueio relaciona-se a inadequações de natureza pessoal. A polaridade amor e ódio, os sentimentos de vergonha e culpa, as fantasias sexuais e as dores emocionais profundas (ligadas à maternidade e às traições) estão todas relacionadas a este chacra. Ou seja, este chakra é responsável pela fluidez que damos às nossas vidas.

No nível mental o Swadhisthana Chakra é considerado como o substrato ou a base da existência humana. É a parte correspondente do inconsciente na forma de impressões mentais ou samskaras. Diz-se que todos os karmas, as vidas passadas, as experiências anteriores, a dimensão maior da personalidade humana que está no inconsciente, podem ser acessados a partir do Swadhisthana chakra.
Em princípio, o inconsciente de Swadhisthana nunca deve ser considerado como um processo inativo ou latente. Pelo contrário, é muito mais dinâmico e poderoso do que a consciência normal. No nível do Swadhisthana, não há nenhuma atividade ou manifestação consciente. Este é útero universal, onde tudo existe em um estado potencial. O karma do inconsciente coletivo existe em Swadhisthana como um molde ou energia. Tem também ligações com as decisões que tomamos na vida. Compreender as nossas motivações pode ajudar-nos a escolhas mais sensatas.

O Swadhisthana é o chacra da criatividade. É o local em que a energia é gerada para a nossa criatividade, para a nossa capacidade de criação. Podemos sentir toda a beleza da Criação refletida dentro de nós, como algo silêncios. Assim é que, quando somos capazes de identificar a beleza no meio externo, através das obras da própria natureza ou a partir de manifestações artísticas ou de criação de outras pessoas é como se abríssemos um canal para descobrirmos nossa própria capacidade criativa. Tornamo-nos capazes de compreender a pureza e a beleza da arte, sem distorções do ego.
O processo da criatividade, sob qualquer aspecto, é manifestado a partir das qualidades do Swadhisthan Chakra. Este processo é realizado em um estado de equilíbrio do fluxo da energia no canal central ou Sushumna, a partir do equilíbrio deste próprio chakra. Pode-se dizer que os processos de criação, ou nosso instante de inspiração seja um momento de auto-realização. Podemos ver isso observando obras de grandes gênios ao longo da historia da arte como
Mozart,
Michaelangelo ou
Fernando Pessoa por exemplo, com suas obras de qualidades imortais que proporcionam alegria e beleza e que definiram toda uma época.Imagine a emoção que possam ter sentido no momento de apreciação de suas obras prontas!

Ainda de que não sejamos nenhum Carlos Dumond, Leonardo Da Vince, George Harrison mas se conseguirmos captar parte dessa emoção a partir da apreciação de suas obras, isso se faz graças ao equilíbrio do Swaddhisthana chakra. Ou quando nos deparamos com uma paisagem de tirar o fôlego, ou nos emocionamos ao observarmos um bebe ou criança, ou um filhote de qualquer espécie brincando com naturalidade, isso é manifestação deste chakra. É a nossa capacidade de nos emocionarmos com a beleza da criação.
Imagine, agora a capacidade de abstração e concentração destes artistas no momento de sua criação! Essa também é manifestação do Swaddhisthana Chakra. Por isso o esse também é o chakra da atenção e do conhecimento puros. É o chakra que nos conecta à fonte interior de inspiração, e nos permite experimentar a beleza que nos rodeia. O conhecimento puro dado por esse chakra não é mental, mas é a percepção pura da realidade, que pode ser percebida através dos nossos sentidos e indicar nossos bloqueios mais sutis.
Também este é o centro da atenção constante, ou seja, o poder de concentração. Diferente da capacidade de concentração dada pelo Ajna Chakra.
No entanto, todo processo criativo, quer seja a criação ou simplesmente a apreciação da uma criação deverá estar conectada também ao
coração. Há uma tendência para criarmos ou apreciarmos obras, de modo linear, sem vida ou sem a percepção da vida nela contida. A causa primária desta tendência é o estado de limitação de nossa consciência. Como criadores, tornamo-nos mais limitados em função da sensação de culpa gerada pelos nossos fracassos ou a sensação de apego gerado ao sucesso alcançado. Essa percepção alterada contrai ou dilata nosso ego(Ahankara) e nos mantém mais distantes do nosso Espírito (Purusha). Começamos a acreditar que nós, ou nosso ego, somos os únicos responsáveis pelo resultado da criação de nossas obras, eliminando assim inspiração de nossa centelha divina que nos conecta à Consciência Suprema. O processo criativo expande ou contrai a estrutura do ego de tal forma que o conteúdo espiritual é completamente removido da obra, pelo menos em nossa própria percepção.

Embora o poder de criatividade esteja no Swadhisthana, nosso Eu Espiritual, que habita no
Anahata chakra, em nosso coração, é o verdadeiro reservatório da criatividade. As pessoas que são excessivamente obcecados pelo resultado de suas obras, independente de julgarem positivos ou negativos, irão sofrer uma alteração no equilíbrio do Swadhisthana e também do Anahata.
Um outro sinal de desequilíbrio é a ambição de sentir superior aos outros, ou a necessidade de ser aclamado por estes pelo nosso talento. Muitas vezes a espontaneidade é perdida neste ambicioso esforço para criar e ser competitivo carecendo, vamos dizer assim, de Espírito na própria criação.
Reumindo, através do Swadhisthana Chakra, manifestamos o desejo, gozo, prazer, os estados de contentamento, relaxamento, divertimento, o auto estíma, o afeto, a auto satisfação. A parti dele somo capazes de explorar dentro do nosso perímetro, do que já é familiar e desvendar o conhecido por nos mesmo. Estimula-nos a compreender a coesão do corpo com o pensamento e o conhecimento ampliando a capacidade de compreensão das coisas. Torna-nos capazes de classificação e agrupamento, como por exemplo, “isto é agradável” e “este é desagradável”. Estimula-nos a fazer coisas para nos divertir, apenas pelo prazer da atividade, sem estimulo à competição. Torna-nos prontos e capazes de nos adaptar de acordo com as circunstâncias e as necessidades do momento, o nosso jogo de cintura. De modo geral é o chakra responsável por nos sentirmos atraentes, adoráveis, boas companhias, carinhosos, elegantes, felizes, sociáveis.
Quando equilibrado aumenta a nossa percepção das sensações ao meio que nos circunda, adquirimos uma sensibilidade instintiva que nos faz perceber todas as emanações hostis existentes no ambiente onde estamos e, também, as vibrações afetivas que pairam no ar. Passamos a discernir o que é nosso do que é dos outros
Quando está bloqueado causa sensação impotência ou desânimo, aquela sensação de falta e vontade de realizar as coisas; insatisfação com o que fazemos ou com nosso trabalho; a vida sexual torna-se desregrada com manifestações de luxúria ou frigidez, há alteração de apetite alimentar e sexual, falta ou bloqueio da criatividade. Dependência emocional, problemas nos rins, nos sistemas reprodutor e circulatório, são outras manifestações de desequilíbrio no Swadhisthana Chakra.
Os desequilíbrios mentais e emocionais afetam a percepção segundo chacra e, portanto, a nossa motivação para tomarmos decisões na vida. Com estagnação da energia deste chakra tendemos a procurar gratificação imediata e a não pensarmos nos custos de nossas escolhas. E podemos tender a culpar outras pessoas ou situações pelo curso de nossas vidas e colocarmo-nos no papel da vítima. Alias, outro sinal de desequilíbrio, ou melhor, a sensação que desequilibra este chakra é a culpa. A culpa que atribuímos a nós mesmos. Por que ou sobre o que nos culpamos? Para o bom equilíbrio do Swadhisthana Chakra é fundamental que respondamos a esta pergunta e aceitemos a realidade como ela é.

Viver uma vida equilibrada ou desequilibrada reflete o conteúdo da energia dentro de todos os Chakras, mas principalmente do Swadhistana, pois ele reflete a fluidez que damos a nossa vida. Ao ganhar consciência das razões por trás das escolhas que fazemos, podemos dissipar os temores, ilusões e culpas e reequilibrar a sagrada energia dentro de nós.
Uma abraço
Namastê
Sandra
Categoria: auto-conhecimento · comportamento · filosofia · posts da Sandra · yoga
19 Setembro, 2009
Olá!
No próximo dia 2 de outubro estaremos comemorando os 140 anos de nascimento de um dos maiores expoentes do século passado,
Mahatma Gandhi. Sua grandeza de não se restringe em ter sido um grande místico, nem em ter sido um hábil político. Sua grandeza está em conseguir equilibrar, em si mesmo, dois mundos quase sempre desequilibrados entre si – matéria e espírito. Ele enriqueceu e enriquece milhões de seres humanos. Seu legado não era algo que ele tivesse, mas sim aquilo que era. Suas posses eram praticamente nulas, mas o que ele era foi e ainda é grande, poderosos e belo. Com o “fenômeno Gandhi” a história da humanidade entrou em uma nova fase de evolução. Vamos saber um pouco sobre esse grande homem atravez de um trecho de sua auto biografia.

Coerências e incoerências
“Admito que há na minha vida numerosas incoerências. Mas como me chamam de mahatma (grande alma), estou disposto a endossar as palavras de Émerson, de que a tola coerência é o cavalo de batalha dos espíritos medíocres.
Acho que vai certo método através das minhas incoerências. Creio que há uma coerência que passa por todas as minhas aparentes incoerências – assim com o há na natureza uma unidade que permeia todas as aparentes diversidades.
Amigos meus que me conhecem têm verificado que tenho tanto de um homem moderno quanto de um extremista, que eu sou tão conservador com o revolucionário. Assim se explica, talvez, a minha boa sorte de ter amigos entres esses tipos extremos de homens. Essa mescla, creio, corre por conta da minha própria ahimsa.
A minha incoerência é meramente aparente, em razão da atitude que tomo em fase de circunstancias várias. Certo tipo de coerência aparente poder ser até uma obstinação real.
Recuso-me a ser escravo de precedentes ou a praticar algo que não compreenda nem possa defender com base moral. Não sacrificarei princípio algum a fim de conseguir vantagem política.
Tive a sorte, ou falta de sorte, de colher o mundo de surpresa. Novos experimentos, ou experimentos velhos em formas novas, geram, por vezes, incompreensão.
Os que acompanham, mesmo por alto, a minha humilde carreira, não podem ter deixado de observar que nunca pratiquei um único ato em minha vida com fim de fazer mal a alguma pessoa ou a um povo.
Não me tenho em conta de infalível; tenho a consciência de que cometi erros do tamanho do Himalaia, mas não me consta que os tenha cometido intencionalmente, ou de ter mesmo alimentado sentimentos de hostilidade a alguma pessoa ou nação, a qualquer espécie de vida, humana ou infra-humana.
Não tenho a consciências de ter praticado em minha vida um único ato por motivo de conveniência; antes, tenho a convicção de que a mais alta moralidade é a mais alta conveniência. Há princípios eternos que não admitem compromisso, e o homem deve estar disposto a sacrificar a sua vida para obedecer a esses princípios.
Nunca fiz da coerência um fetiche. Sou um adepto da Verdade, e tenho de dizer o que sinto e penso, em dado momento, sobre isto ou aquilo, independentemente do que tenha dito anteriormente sobre o assunto(…). Conforme a minha visão se vai tornando mais clara, meus pontos de vista se esclarecem com a pratica diária. Quando modifico deliberadamente a minha opinião, as conseqüências são inevitáveis. Mas somente um olhar apurado é capaz de verificar nisso uma evolução gradual e imperceptível.
Não estou absolutamente interessado em parecer coerente. No meu caminho em busca da Verdade, tenho abandonado muitas idéias e tenho aprendido muitas coisas novas. Velho como sou de corpo, não tenho a consciência de ter cessado de crescer interiormente, ou que o meu crescimento vá estagnar com a dissolução da minha carne. O que me interessa é a minha atitude de prontidão em obedecer ao chamado da Verdade, o me Deus, de momento a momento.
Há princípios eternos que não admitem compromisso, e o homem deve estar disposto a sacrificar a sua vida para obedecer a esses princípios”.
Mahatma Gandhi - Autobiografia.
As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela não violencia, entra para o domínio público a partir deste ano, quando terminará a vigência dos direitos autorais sobre seus escritos e discursos. Qualquer pessoa poderá então publicá-los, já que o direito sobre eles termina com 60 anos após sua morte.
Gandhi foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi. Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais de suas obras à fundação Navajivan, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright e nunca apoiou a idéia do direito autoral. Assim, em respeito aos idéias de Gandhi e ao contrario do que normalmente acontece, Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan não pediu a extensão desses direitos. A Fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções de sua autobiografia.

“ A minha vida, a partir desta fase, tornou-se tão publica que não há, por assim dizer, um detalhe que não seja conhecido por todos…Concedo um alto valor ás minhas experiências. Não sei se consegui fazer-lhes plena justiça. Tudo o que posso dizer é que não poupei a dor, para que este relato fosse fiel. Descrever a verdade, tal qual ela me parece, e de maneira exata por que a atingir, eis qual foi meu esforço incessante. Neste exercício, meu espírito hauriu uma paz inefável, pois a minha esperança bem-amada foi que os hesitantes reencontrassem aqui a fé na Verdade e no Ahimsa.”Mahatma Gandhi
Um abraço
Namastê
Sandra
Categoria: auto-conhecimento · comportamento · filosofia · posts da Sandra
6 Setembro, 2009
Olá!
A Gripe A , também conhecida como gripe suína, é uma doença causada pelo vírus H1N1 – uma combinação das cepas dos vírus suíno, aviário e humano. A gripe suína já vitimou mais de 2 mil pessoas em todo o mundo. Mais de 220 mil pessoas foram infectadas em vários países. A Organização Mundial da Saúde declarou que a Gripe Suína é uma “emergência na saúde pública internacional”, e em 11 de junho de 2009 e elevou nível de alerta ao máximo (nível 6) decretando uma pandemia. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), somando todos os relatos publicados pelos países individualmente, são 224.665 casos e 2.063 mortes confirmadas até 12.08.2009.
A pandemia do vírus A (H1N1) tem mudado padrões de comportamento e estimulado situações no mínimo curiosas. Quem de nós não sabe quando e como devemos lavar nossas mãos? Quem de nós não sabe que não é higiênico e muito menos educado tossir ou espirrar em cima das pessoas? Quem de nós não sabe que ambientes com concentração de pessoas, como nos coletivos, devem estar arejados e ventilados? No entanto precisamos de uma situação critica para nos lembrarmos de medidas tão simples de higiene e educação. O interessante é que essas medidas simples estão preveniram não somente a gripe A. Houve um decréscimo de outras doenças transmissíveis como: meningite, conjuntivites, gripe comum, diarréia e com certeza outras doenças cujos reflexos veremos com o tempo.
Este não é um momento único. Ao longo da historia recente de saúde publica vivemos situações semelhantes.
O aparecimento da
AIDS na década de 80, por exemplo, surgiu como um balde de água fria principalmente na liberdade de expressão sexual iniciada na década de 60 e que teve seu ápice na década de 70. A AIDS até hoje contribuí para uma ampla gama de modificações e redefinições de padrões de comportamento a nível mundial, principalmente no que diz respeito ao comportamento sexual, apesar dos números alarmantes. O HIV/AIDS é, globalmente, a quarta maior causa das mortes, exceto na África, onde é a causa principal. Apesar de sua ampla disseminação, a epidemia ainda está em seus estágios iniciais. Por isso ainda hoje, após quase 3 décadas ainda é difícil avaliar ou prever o impacto social e econômico do HIV/AIDS. “ Estima-se em 22 milhões o número total de pessoas que já morreram vitimas da AIDS. 40 milhões de pessoas vivas estão infectadas com o HIV , ou seja, o número de pessoas HIV positivas que poderão morrer de AIDS é superior ao número das que já morreram”. A crise já se tornou uma catástrofe apesar de não circular muito nos meios de comunicação, atualmente.

Citando um outro exemplo, precisou que assistíssemos atônitos à luta contra um processo infeccioso causado por bactérias resistentes culminar com a morte do Presidente Tancredo Neves, para que as autoridades repensassem todo o programa de
controle de infecção hospitalar. Isso mudou radicalmente muita das condutas e procedimento nos ambientes hospitalares. Recentemente tivemos um surto de micobaceriose instalado no país fez com que as autoridades sanitárias se atentassem para algo que a pelos menos 40 anos os enfermeiros já discutiam e se preocupavam: o reprocessamento de artigo medico-hospitalares. Hoje estamos na fase final de aprovação para a nova legislação que norteará todo o tratamento com matérias dentro dos hospitais, tornando as cirurgias e outros procedimentos muito mais seguros ao paciente.
Todos esses momentos de crise suscitaram mudanças importantes no padrão de comportamento em toda a população. E é sobre isso que trará este artigo, mudança de padrão de comportamento.
Padrões de comportamento são ações ou reações sistemáticas diante de situações semelhantes, ao longo de nossas vidas. Os nossos padrões de comportamento são importantes pois expressam o modo como percebemos e respondemos às coisas. No inicio esses padrões seguem uma regra ou uma lógica definida, mas é comum com o tempo tornarem-se automáticos e portanto inconscientes.
Vimos em
texto anteriores como pode ser difícil mudar os padrões de comportamento justamente por serem ações normalmente inconscientes. Vimos também que o acesso á informação, em um determinadomomneto, é fundamental, mas a mudança de padrão de comportamento é muito mais uma questão de tomada de consciência do que de instrução. Senão o que levaria muitos profissionais de saúde a fumar, por exemplo?
Os padrões de comportamento são formados ao longo da vida. Quando estamos diante de algo novo, desconhecido, passamos pelo estágio de entendimento desta situação e depois para o de construção de um padrão de comportamento que nos permite reconhecer este algo e quando o virmos de novo disparar a ação.
De modo inconsciente nós também vamos adaptando e simplificando esses padrões e quando nos damos conta, os padrões de comportamento mudaram e tornaram-se bem distantes do que eram inicialmente.
Por isso que quando surge o desejo de mudar algo na nossa vida, devemos começar imediatamente, sem se permitir deixar para depois. No momento que um pensamento de mudança sobre algum velho padrão de comportamento surge em nossa cabeça, devemos dar-lhe a devida atenção. Pois é neste momento que tomamos consciência deles. Senão corremos o risco de que voltem à inconsciência novamente e perdermos esta oportunidade. Geralmente a tomada de consciência se dá em momentos de crise, como os que citamos a cima. Um padrão de comportamento criado ou transformado sob forte tensão emocional tende a fixar-se com mais facilidade. Quanto mais ameaçadora for uma situação que determinou a criação ou modificação do padrão, mais fácil será seu acionamento, como uma a medida de proteção. Na verdade, outros sinais também serão considerados, mas todos com sentido semelhante e sempre contribuindo para determinar um comportamento de auto-proteção.
Resumindo, para modificar um padrão instalado primeiro precisamos perceber que é um padrão automático e depois analizar a situação e percebê-la como nova, sem referencial, sem padrões já existentes. De fato seria muito fácil apenas servirmos à padrões que funcionam bem e sermos livre para mudar o que não funciona. Entretanto os padrões precisam ser revistos e reeditatos de tempos em tempos, pois mesmos os padrões antigos não são estático, muito pelo contrário. Serão mutáveis na mesma proporção em que nos tornamos inconscientes deles.
Vimos isso com a gripe suína, e seus métodos de prevenção. Tomando como exemplo a lavagem das mãos. Desde que
Semmelweis, em 1847, identificou a relação entre a limpeza das mãos e o controle de infecção puerperal, esta se tornou uma prática importante de higiene e prevenção de muitas doenças. Mas quantas pessoas de fato sabem lavar as mãos corretamente? E das que sabem, quantas de fato lembram-se de fazê-lo quando necessários?
Pelo sim e pelo não, vamos recordar a técnica.

Como os padrões de comportamento são basicamente ações de auto- proteção. Não é de se estranhar que apareçam situações critica que nos coloquem de volta aos trilhos. Um dos aspectos negativos das situações que envolvem mudanças de padrões comportamento coletivos é que nem sempre essas mudanças vêm acompanhadas da dose certa de compaixão e compreensão. É como se nunca tivessemos errado antes ou como se sempre seguissemos padrões de comportamento aceitáveis para a situação. Então começamos a observar situações e preconceito, intolerância e discriminação. Não há como um simples espirro ou tosse, mesmo que você tenha se engasgado, deixe de atrair olhares de desaprovação, atualmente. Talvez as máscaras ganhem uma nova utilidade ao combaterem o mal olhado.

Segue algumas dicas de educação para a sua respiração:
1. Se estiver gripado utilize máscara em local público
2. Acrescente ao seu kit básico de higiene pessoal o álcool gel e lenço de papel.
3. Se não estiver gripado e tossir ou espirrar proteja a boca e o nariz com a mão ou, mais adequadamente, com um lenço.
4. Obrigatoriamente lave as mãos depois. Na impossibilidade de usar água e sabão utilize o álcool gel.
Um abraço
Namastê
Sandra
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1 Agosto, 2009
“Viva bem com a coluna que você tem“ é um livro escrito pelo DR José Knoplich em que se descobre o quanto as dores nas costas, em grande parte, dependem de nós mesmos e como podemos cooperar para piorá-las, aliviá-las ou acabar com elas.
Dor nas costas se refere a dores nas regiões cervical, torácica ou lombar que não são relacionadas à infecções, tumores, doenças sistêmicas ou fraturas. As causas da dor são múltiplas e vão desde simples vícios de postura até a presença de problemas mais graves. É considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o principal problema médico nos países industrializados. De acordo com a OMS, de 85% da população adulta acima dos 30 anos sofreu, sofre ou deverá sofrer com as dores nas costas algum dia.
Essas dores são de difícil tratamento não porque não hajam ou sejam ineficientes. Um fator importante é que na maioria dos casos (80% deles), a dor nas costas não dura mais do que dois ou três meses e desaparece, com ou sem medicação. Por isso normalmente as pessoas começam a dar importância a elas somente quando começam a incomodar por mais tempo ou a limitar a realização de suas atividades
Outro fator importante é que além de medicamentos e técnicas fisicas que atuam diretamente na coluna, é obrigatório que o portador faça mudanças em seu estilo de vida.
Principais causas de dores nas costas
1.Vícios de posturais
A principal causa de dor nas costas são os vícios posturais. “Essa é a causa mais comum de dor aguda. A falta de consciência corporal leva as pessoas a ficarem com em uma posição ruim o dia todo”,
A capacidade da
coluna vertebral adaptar-se a esses vícios é limitada. Não é por falta de uso. Somente a coluna cervical (parte superior da coluna) realiza 600 movimentos por hora, quase um a cada seis segundos. A forma como você trabalha , como fica sentado, como fica em pé, como anda, como se abaixa para pegar um objeto que caiu, como dorme e como se levanta. Cada atividade exige consciência corporal para preservar a saúde da sua coluna . Uma vez que, de modo geral, a dor nas costas relacionada esta causa melhora com repouso, poucos são os que se preocupam com ela. E o problema pode ser mantido por anos a fio sem que seja realcionado com alguma atividade rotineira.
Deformidades na coluna
Escoliose, hiperlordose e hipercifose podem ser um fator de risco ou a origem da dor, mas só se tornam causa do problema quando associadas a outros aspectos. Um exemplo é quando a musculatura flácida deixa de oferecer sustentação para a coluna, posturas inadequadas ou atividades sem consciência como carregar uma simples mochila, poe exemplo, estados de tensão e ansiedade que tensionam a musculatura ao ponto de causar desvios das vertebras. A gravidade varia conforme o ângulo de curvatura.
Sedentarismo
O sedentarismo enfraquece a musculatura de sustentação e contribuía para o desalinhamento da coluna, falta de lubrificação e conseqüente desnutrição das estruturas osteoartiuclares. Para sair deste estado é necessário escolher uma atividade adequada, começar devagar e com supervisão. Se por um lado o exercício físico alonga e fortalece os músculos, esimula a lubrificação e nutre as articulações e os discos, por outro lado alguns podem aumentar as dores ou piorar o estado de quem já sofre com o problema.
Obesidade
Para afetar a coluna, não é necessário entrar na categoria de obeso. Cada 10 quilos a mais do que o recomendado aumenta em 20% o risco de dor nas costas. Ou seja, considerando uma pessoa com o peso normal, o aumento de apenas 2,5 quilos no peso, que é uma variação até considerada normal para muitos, acresce em 5% a chance da pessoa vir a sofrer de dor nas costas.
Gravidez
As mulheres grávidas costuma sofre com dores na coluna. Porém, percebe-se que a intencidade é pior no primeiro trimestre. Muitos especialistas acreditam que a causa seja a mudança hormonal. O hormônio relaxaria e diminuiria o tônus da musculatura, especialmente da pélvis. O aumento de peso força as estruturas osteoarticulares e também geram a dor. A alteração da postura também contribui. Para resolver o problema
exercícios adequados devem ser indicados.
Tabagismo
Pouco se fala a respeito do
tabagismo como causador de dores nas costas. Mas o fato é que o cigarro, além de todos os prejuízos já conhecidos à saúde, também pode afetar o bom funcionamento da coluna vertebral. Pesquisas demonstram que , a dor nas costas costuma tornar-se crônica mais freqüentemente entre os fumantes. Parece que os discos situados entre as vértebras são afetados pelo tabaco, uma vez que este altera a circulação sanguinea e consequentemente a nutrição dos discos e vértebras.
Causas emocionais
A sensação de carregar o mundo nas costas, pode tensionar as delicadas estruturas da coluna e desencadear a dor. Já existe um consenso de que as dores nas costas podem ser conseqüência de problemas emocionais. Segundo Arnaldo Libman, reumatologista e diretor do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, do Rio de janeiro autor do livro “Cure sua Coluna: “Emoções negativas podem se manifestar por dor”… “É freqüente a junção de alterações físicas e emocionais em pessoas que têm problemas de coluna”. O estresse e a depressão também provocam dor nas costas, em um círculo vicioso complicado. Por isso, o aspecto psicológico e emocional precisa ser considerado antes, durante e depois do tratamento.
Doenças que causam dores nas costas
Existem até 100 doenças que podem causar dor nas costas. A hérnia de disco é uma das mais freqüentes. Mais de 95% dos casos dispensam cirurgia, ocorrendo absorção do disco após após exercícios direcionados e tratamento. A osteoporose, comum em mulheres que entram na menopausa e atinge cerca de 10% dos homens acima dos 50 anos. Outra doença que causa muitas dores é a artrose, considerada uma doença degenerativa comum em pessoas com mais de 45 anos. Além dessas, doenças reumáticas, infecciosas, inflamatórias (como artrite e espondilite) e até a presença de tumores podem provocar problemas na coluna.
Algumas dicas de como cuidar de suas costas
1. Desenvolva a consciência corporal nas mais simples e rotineiras atividades
Sentando-se
• Faça o devido ajuste da cadeira (encosto, base, altura);
• Aproxime a cadeira da mesa, aproximando seu corpo da atividade que irá desenvolver.
• a mesa deve ficar na altura do cotovelo, evitando curvar o corpo ou que fique muito alto e tenha levantar muito os ombros;
• Sente-se alinhando a sua coluna com o eixo da cadeira.
• Disponha os materiais que for utilizar na sua frente; evite torcer (rodar) o tronco ou virar muito o pescoço, de foram inconsciente.
• A cada uma hora de permanecia sentado, faça uma pausa, acrescentando alguns exercícios de alongamento e relaxamento da musculatura e da coluna
Fazendo atividades rotineiras:

• Para abaixar, flexione os joelhos.
• Para abrir gavetas: apóie umas das mãos no móvel e puxe com a outra.
• Ao varrer ou passar rodo utilize o comprimento adequado do cabo evitando que se incline
• Não segure o telefone com os ombros.
• Para entrar no veículos não torça as costas. Para sair gire os quadris e as pernas para fora ao mesmo tempo.
• Ao deitar e levantar da cama: deite-se de lado, apóie sobre o cotovelo e a mão, coloque as pernas para fora da cama e sente-se;
• Durma em decúbitos laterais ( de lado) ou dorsal( barriga para cima;)
• Evite o decúbito ventral (de bruços).
Carregando peso:

• Para elevar cargas pesadas do chão: afaste os pés na largura dos quadris, dobre os joelhos, segure o objeto o mais perto possível do corpo e depois levante estendendo os joelhos;
• O tempo respiratório ajuda a concentrar energia para o levantamento do peso. Inspire profundamente , retenha com os pulmões cheiros e levante o peso
• Divida o peso em ambos os braços (solas, malas), e mantenha os braços estendidos e próximos ao corpo;
• A melhor maneira de carregar a criança é próxima ao tronco mantendo-a com as perninhas afastadas
• Nunca carregue peso sobre cabeça.
Caminhando

• Quando ficar em pé ou caminhar, procure ficar ereto e olhando para a linha do horizonte;
• Ao pisar utilize os pés como se fossem um mata borrão, sentindo primeiro o calcanhar tocar o chão, depois a lateral, seguido dos metatarsos e por fim os artelhos e o halux
• Caminhe com os tornoselo soltos deixando a caminhada suave
• Procure usar sapato com 1-2 cm de salto. Não exagere em saltos altos, pois isto ocasiona dificuldades de posicionamento e dores lombares;
• Evite sapatos pontudos, que comprimam o artelhos, é importante que ao pisar sinta o contato de todos eles com o chão, principalmente o Halux.
• Ande com os glúteos e a musculatura abdominal levemente contraídos; até que se adquira o tônus adequado para manter o alinhamento dos quadris, evitando seu desalinhamento para frente( retificação da coluna lombar) ou para traz ( hiperlordose)
• Se tiver que permanecer em pé, procure encostar-se em algum lugar: parede, poste etc. e sinta que os dois pés estão com a mesma pressão no chão.
2.Evite o sedentarismos
Suas atividades diárias não contam como exercícios. Procure algo que desenvolva a consciência corporal, fortaleça a musculatura, aumente a flexibilidade das articulações e principalmente que sejam prazerosas
3.Praticando Yoga

• A forma direcionada para a execução dos asanas (posições) que possibilitam os 6 movimentos possíveis da coluna: fortalecem e alongam a musculatura, alinham as vértebras e aumento os espaços entre elas , previne hérnias de disco, aumentam a flexibilidade entre as vértebras, alinha a postura, desenvolvem a consciência corporal, combatem tensão e ansiedade, equilibram todo o corpo eliminando os excessos. É importante a orientação de um professor que saiba avaliar a sua coluna e faça a indicação correta da melhor técnica principalmente já estiver com dores ou problemas na coluna.
• Para este problema, o melhor tipo de exercício que complementaria a pratica de Yoga é a natação.
4. Controle seu peso.
5. Evite o habito de fumas. ” “Nunca uma epidemia causou tantas mortes quanto está causando o tabagismo, uma epidemia que alcança o mundo inteiro. Não há um país em que não se fume.”
E viva vem com a coluna que você tem.
Namastê!
Sandra
Categoria: auto-conhecimento · comportamento · posts da Sandra · saude ocupacional · utilidade pública · yoga
10 Julho, 2009

Puja é essencialmente um ritual de oferenda que simboliza a vida. Representa o agradecimento à Consciência Divina, ao que entendemos por Deus e o reconhecimento de que absolutamente tudo o que recebemos é considerado como um presente, uma dádiva. No Hinduismo o Puja é a forma mais popular da adoração divina.
Do significado
A palavra “puja” possui vários significados. Podemos considerar que a silaba “Pa” como “parayana” ou aquele que é devoto, que repete as escrituras sagradas em completa concentração e “ja” = “japa” ou o recitação mental contínuo dos nomes de Deus. De acordo com esta interpretação “puja” é um tipo da adoração em que o devoto pratica e o japa ou recitação. Outro significado de puja considerar “pu “ como “ o purusha” e “ ja “ como “janma “, o que desperta ou despertar. Significa que no ritual o purusha desperta e o indivíduo adquire uma nova consciência.
Os Hindus executam o Pujas de várias maneiras. O mais comum envolve uma seqüência de rituais em que, durante a cerimônia, a primeira etapa envolve o invocação da divindade, geralmente com entoação dos mantras ou de rezas simples. Uma vez que se acredita que a divindade chegou, é oferecido então um assento com máximo respeito. A água lhe é oferecida como oferecemos a um convidado que venha em nossa casa após uma viagem longa. Seus pés são lavados com água do cerimonial. Uma vez confortávelmente instalado em seu assento elevado, é seguido das seguintes oferendas:
Kumbha - Purna ou kalasa - Purna (a embarcação sagrada):
Simboliza à deusa da mãe ou Lakshmi. O recipiente de metal representa a terra, as flores representam a ornamentação, o arroz representa a riqueza material ou os poderes do Deus ou de ambos e o coco representam a Consciência Divina

Pushpam : é o oferecimento de flores que representa o que de bom floresceu em nós. Representa o elemento água porque as flores (especial o lotus) crescem fora da água.

Phalam : É o oferecimento de frutas como um símbolo auto sacrifício, auto-entrega e rendição.

Gandham : Representa os desejos (vasanas) que o ser humano tem para as várias coisas na vida. Gandham é uma pasta feita de sândalo oferecida a fim tornarem-se livres do ciclo dos desejos e dos nascimentos e das mortes.

Dhupam (incenso): a mente cheia de todos os pensamentos e ignorante é um obstáculo no trajeto ao autoconhecimento. Como uma nuvem, não podemos ver a luz ou a iluminação em nossa consciência. Dhupam é também a ilusão que nos mantém acorrentados a este mundo. Aos oferecer o dhupam oferece-se simbolicamente a ilusão. Representa o elemento ar ou o corpo energético em nós.

Deepam ( chama da vela): É a luz em nós, a alma que existe em nós e que oferecemos como o reconhecimento da rendição e devoção. Está associado ao elemento do eter que existe em nós como Purusha.

Naivedyam (alimento): Simboliza a ignorância (avidya) que é oferecido. O alimento permanece simbolicamente como a terra e no seres humanos como o corpo físico denso. Assim pode significa também o corpo e a mente (que estão para a ignorância e a consciência) que é colocado para a transformação. Quando abençoado transforma-se o pilar do conhecimento.

Kurkum e turmeric : O pó vermelho de kurkum é para as emoções ou a sabedoria interna. O pó do turmeric é para a purificação interna e o despojar do orgulho e egoísmo internos.

Prasad : Quando o hindu oferece a ignorância em troca do conhecimento e luz. A palavra “prasad” é uma combinação de duas palavras, “pra” + “sad“. É o alimento que é oferecido e representa simbolicamente o corpo denso em que por fim respira a luz nova da vida que faz o divino. Ao compartilharmos do prasad com o outro, compartilhamos, simbolicamente, o conhecimento que ganhamos.

Histórico
Diz-se que o Puja na forma atual não era praticado durante o período de Védico. Naquela época, a maneira de adorar os deuses envolvia a invocação de várias divindades com recitação de mantras e oferendas. O deus Agni do fogo era a divindade central na maioria dos rituais, como o mensageiro divino entre deuses e homens.
Não se sabe ao certos que métodos da adoração foram seguidos pelos povos da civilização do vale de Indus, anteriores aos arianos. A evidência disponível sugere que, embora fossem organizados em suas sociedade e comunidades, seguiram algumas formas de ritos elaborados e cerimoniais sacrificiais que envolviam principalmente a água.
Algumas formas de Puja eram realizadas no yoga durante o período pré-védico. Alguns teóricos afirmam que o Puja foi trazido à Índia por estrangeiros invasores ou por caravanas de mercadores, durante a era pré-cristã. A idéia de oferecer flores e incense às imagens durante a adoração parece ter vindo do exterior talvez os povos do último período de Védico.
Uma outra teoria diz que o Puja era originalmente uma prática tribal, fora da sociedade Védica e que se incorporou a religião Védica, com a popularização crescente dos movimentos devocionais. Esta teoria parece ser mais plausível, embora algum elemento da influência estrangeira não pode inteiramente ser descartado.
Compreendendo do Puja
É certo que a tradição do Puja, com um processo dinâmico, evoluirá em mais formas e métodos simplificados no futuro . Hoje já há uma compreensão do Puja como um processo de transmissão de energia mental, emocional e espiritual que gera força interior positiva e atinge as pessoas e objetos. É a manifestação do sentido de agradecimento que brota do coração quando se aceita as coisas como elas são. Não se trata de um estado de conformismos, mas sim de uma ausência total de resistência ou rejeição, que se transformará em solo fértil para a transformação
O simples fato de agradecer e desejar coisas positivas e saudáveis gera uma atitude psico-emocional favorável ao desenvolvimento espiritual. Então podemos traduzir Puja como transmissão deste tipo de energia.
O ato de reverenciar deveria ser uma atitude constante como parte da rotina diária de nossas vidas como uma forma de agradecimento à vida. Para tanto, deveríamos estar perceptivos, atentos, envoltos por uma aura de compaixão para conosco. Essa é a grande diferença do auto estudo para a auto recriminação. Não se aplica aqui o “chorar pelo leite derramado” e sim aceitar que se derramou, aprender com a situação e realmente agradecer por esta oportunidade de aprendizado e transformação.
Como sabermos que chegamos a este estado? Uma vez um amigo querido deu-me um excelente ponto de referencia: Claudinho me disse: Imagine aquela pessoa cruel que, em determinado momento, cruza a sua vida e lhe faz um grande mal. Um mal daquele que você julga impossível perdoar. Então um dia você chega a um estado de compreensão em que entende o que deveria aprender com aquela situação e chega ao ponto de agradecer a este “inimigo” por estar “sacrificando a sua existência” para que você aprenda e se transforme. É utópico? Talvez sim, mas qual seria o agente transformador se somente agradecermos o bem quando o mal é mais marcante e é com ele que aprendemos as grandes lições da vida?
O Processo
A transmissão do Puja é semelhante ao mecanimo do eco. Ao emitirmos um som, esse encontra obstáculo, bate e retorna. A repetição do som que ouvimos é o eco. Às vezes o som é exatamente o mesmo, às vezes possui modificações tornado-se mais agradável ou não aos nossos ouvidos. Com o Puja, a emissão de energia é constante, através de nossos pensamentos, sentimentos e ações. Essas vibrações viajam pelo espaço até encontrarem um obstáculo que irá reverberá-las, voltando-as para nós mesmos. Não existe o conceito de vibrações benéficas ou maléficas, estes são apenas frutos de nossa percepção e de nossa resistência áquilo que recebemos como agradável ou não a nós.
O importante é sabemos que originalmente a vibração partir de nós mesmo. O importante, também, é sabermos que o simples fato de agradecer e desejar coisas positivas e saudáveis gera uma atitude favorável ao desenvolvimento espiritual.
Agradecer e aceitar são estados de consciência. São sensações que estão além do intelecto. Quando atinge-se o estado de aceitação o coração é invadido por um estado de contentamento e felicidade que não e abalam com os reveses das circunstâncias. Repleto em felicidade só resta deixar que extravase, como uma necessidade de se compartilhar. Puja, em essência, é a mais pura tradução destes estados.
Aceito e agradeço

Namastê
Sandra
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13 Junho, 2009
A palavra Ajna vem da raiz sânscrita que significa “o saber, o obedecer ou o seguir”. Literalmente, Ajna significa «comando» ou «acompanhamento”.

Este centro também é conhecido como “o guru Chakra”. Isso porque as orientações do guru interior são ouvidas no mais profundo estado de meditação, ou Dhyana. Neste estado não existem as experiências empíricas de nome e forma, sujeito e objeto, onde a luz da mente é extinta e a consciência não se limita, permanecendo apenas a e consciência do “não ego”. A maioria de nós não chega a percebe esta situação, pois os nossos problemas estão apenas na esfera mental, ou seja: dispersão da mente, preocupações, ansiedade, agitação, cansaço mental, etc. Porem, quando conseguirmos ir mais a fundo em nossa meditação e perdemos a nossa consciência individual, a única coisa que pode nos guiar é a ordem ou comando de nosso guru interior ouvida através Ajna Chakra.
Na Índia, o Ajna Chakra é também conhecido como divya chakshu (o olho divino), gyana chakshu ou gyana netra (o olho do conhecimento), porque é o canal através do qual o aspirante espiritual recebe revelação ou insight que o conectam a Consciência Suprema. É também chamado de “o olho de Shiva”, por que este é a personificação da meditação e está diretamente relacionado ao despertar deste chakra.

Chamado também de “o olho da intuição”, é o portal através do qual o indivíduo entra nas dimensões mais sutis da consciência. Talvez o nome mais comum para este chacra é “o terceiro olho”, representado como um olho situado entre os dois olhos físicos que olha para dentro ao em vez de para fora. A maioria de nós permanece com este olho interior fechado, e embora conheçamos os acontecimentos do mundo exterior, a compreensão da verdade não pode ser adquirida nesta condição. Neste sentido, somos cegos para as possibilidades reais do mundo, incapazes de ver os mais profundos níveis da nossa essência e da existência humana.

Dos aspectos físicos
O Ajna Chakra ela está localizada na parte superior da medula espinhal, na medula oblonga. Está localizado diretamente no cérebro, e exterioriza no ponto entre as sobrancelhas . É por isso que há um costume indiano a colocar tilaka, chandan, sindur ou kumkum neste ponto. Talvez o objetivo inicial para a aplicação dessas substâncias tem sido esquecida pela maioria das pessoas hoje, mas não é uma marca religiosa ou mesmo uma beleza local. É um meio pelo qual se pode manter constante, conscientes e inconscientes, a sensibilização do ajna chacra.
O Ajna chacra e a glândula pineal são uma e a mesma coisa. A glândula pituitária é o sahasrara chakra, e tal como as glândulas pituitária e pineal estão intimamente ligadas, estão ajna e sahasrara. Poderíamos dizer que ajna é a porta de entrada para sahasrara chakra.
A glândula pineal funciona como uma fechadura na hipófise ou pituitária. Enquanto a glândula pineal for saudável, as funções da hipófise estarão controladas. No entanto, na maior parte de nós, a glândula pineal começa a degenerar quando chegamos à idade de 8, 9 ou 10 anos de idade. Em seguida, a pituitária começa a funcionar secretando vários hormônios sexuais, que instigaram a nossa consciência, a nossa sensualidade e os aspectos mundanos, por assim dizer, de nossa personalidade. Neste momento nós começamos a perder contato com a nossa herança espiritual. No entanto, através de várias técnicas de Yoga é possível regenerar ou manter a saúde da glândula pineal.
Dos Aspectos energéticos
O Ajna Chakra é o ponto de confluência dos três principais nadis ou forças - Ida, Pingala e Sushumna que se fundem em um fluxo de energia até sahasrara chakra, o centro da coroa. Quando a mente está concentrada nesta conjunção, a transformação da consciência individual é provocada pela fusão dessas três grandes forças. Por isso pode se dizer que também é o ponto de fusão de um fluxo de consciência até o Sahasrara Chacra.

O Ajna Chakra representa o ponto de transcendência da dualidade ou o ponto de fusão do ego do indivíduo com o Eu cósmico. A consciência individual é composta principalmente de ego, e é por conta dele que estamos cientes das dualidades. Quando tivermo a consciência da união de ida e pingala com sushumna em Ajna Chakra, estaremos completamente unos, cada um consigo mesmo. A consciência se expande e se torna homogênea. Então a consciência individual cai completamente e transcendemos o reino da dualidade. Enquanto existir a dualidade não poderá haver samadhi; pois nos lembramos de que não pode sair de nós mesmo. A busca pelo estado de união é o método pelo qual o Ajna Chakra torna-se um centro muito importante para a purificação da mente. Uma vez que a mente é purificada o despertar da experiência dos outros chakras pode iniciar.
Cada chakra contém Karmas ou samskara que tendemos interpretá-los como bons e maus, positivos e negativos, dolorosos e agradáveis, dependendo de nosso estado de consciência de nossa mente dual. O despertar de qualquer chakra vai certamente trazer à tona uma explosão ou expressão dessas Karmas e, claro, nem todos estão dispostos ou preparados para enfrentá-los. Só quem tem razão e compreensão são capazes. Assim, antes de começar a despertar-los é melhor purificar a mente no ponto de confluência. Com uma mente purificada, pode pensar em despertar os outros chakras.
Das suas qualidades
Este é o centro de percepção extra-sensorial onde vários siddhis (poderes) podem se manifestar, de acordo com os samskaras ou tendências mental individuais. Por esta razão, é dito que o Ajna Chakra assemelha a um nó diretamente no topo da medula espinal. Este nó é chamado Rudra granthi, o nó de Shiva que simboliza o desapego para os recém-desenvolvidos dos siddhis que acompanham o despertar de Ajna. O nó efetivamente bloqueia a evolução espiritual até que apego aos fenômenos psíquicos sejam superados e este nó da consciência seja liberado.
O modo de funcionamento deste centro é puramente mental. Então, Ajna Chakra é essencialmente o chacra da mente. Sempre que nos concentramos em algo, Ajna Chakra é afetado, em maior ou menor grau dependendo do nível de concentração. Quando visualizamos ou quando sonhamos de noite, a visão interior que ocorre é graça ao Ajna Chakra. Quando fazemos algo, por exemplo: comemos, dormimos ou conversamos, e não estamos cientes disso, o Ajna Chakra não está operando. Mas se estivermos fazendo algo, qualquer coisa, e uma área de nossa consciência sabe o que é e está atenta a isso, este tipo de conhecimento, esta consciência é a faculdade de Ajna.
Quando Ajna está desenvolvido, podemos obter o conhecimento sem o auxílio dos sentidos. Normalmente, todo o conhecimento chega até nós por meio de informações. Essas informações são dirigidas para o cérebro, e são classificadas por um processo de lógica e de inteligência que tem lugar nos lobos frontais. No entanto, o cérebro menor, onde se situa Ajna Chakra, tem a capacidade de adquirir conhecimentos diretamente sem a ajuda dos sentidos e deste fluxo.
Assim como a mente é capaz de adquirir conhecimentos através de meios sutis (sexto sentido ou intuição) além dos sentidos dados pelos vários órgãos sensoriais, ela também pode se manifestar ativamente sem o auxílio do corpo físico. Esta é a faculdade de projeção astral, que se manifesta com o despertar da Ajna Chakra.

Quando Ajna Chakra é despertado, a inconstância ou dispersão da mente dá lugar ao buddhi manifesto (inteligência subtil ou percepção superior), estado em que a vontade se torna muito forte e a capacidade de realização dos desejos são quase imediatamente, desde que estejam em conformidade com o dharma individual.
Com o Ajna desperto tornamos observadores de todos os eventos, incluindo aqueles dentro do nosso corpo e da nossa mente. Aqui o nível de sensibilidade é tão desenvolvido que começamos a ‘ver’ a essência oculta em todas as aparências. Quando Ajna é despertado, temo a consciência do sentido e o significado dos símbolos e o conhecimento intuitivo surge revigorado.
Das causas e os efeitos
Até que o Ajna chakra desperte, estaremos sob as desilusões, veremos as coisas parcialmente e temos muitas idéias erradas, sobre o amor e apego, ódio e ciúme, tragédia e comédia, vitória e derrota, e tantas outras coisas. Nossos medos serão infundados, e por isso os nossos ressentimentos os serão ainda mais. Nossa mente estará funcionando dentro de um âmbito limitado e não poderemos ultrapassar isso. Assim como sonhamos à noite e são experiências relativas, estaremos também a sonhar em nosso estado de vigília e também serão relativas as nossas experiências.
Da mesma forma como de acordar de um sonho, quando Ajna desperta, há um processo de despertar do presente estado de sonho que estamos vivendo, e nós podemos compreender plenamente a relação entre causa e efeito. Esta compreensão é necessária para que não sigamos deprimidos e pesaroso sobre determinados acontecimentos na vida. Até porque, a causas e os efeitos não são eventos imediatos, muito embora cada ação é simultaneamente uma causa e um efeito. Quando descobrimos qual a causa para o efeito que é esta vida que temos, então poderemos compreender a relação entre as causas e os efeitos. Isso se dará apenas após o despertar do Ajna chakra. Quando não houverem mais eventos de vida que nos afete negativamente, e os diversos objetos e experiências que vivenciamos desaparecerem, como tem que ser, participaremos de todos os assuntos da vida e viveremos plenamente. A vida fluindo em seu curso rápido e nós entregue e avançando com ela.

Concluindo
Para chegar a Ajna Chakra exigem-se métodos, disciplina, convicção firme e esforço persistente. Com o nosso atual estado mental não é possível saber como chegar Sahasrara Chakra, mas uma vez o Ajna Chakra torna-se ativo, desenvolveremos a percepção superior e perceberemos como Sahasrara pode ser alcançado. Porem não é importante nesse momento, para nós, saber como chegar lá, mas é essencial para nós saber como despertar ajna.
Um abraço
Namastê
Sandra
Categoria: auto-conhecimento · comportamento · concentração e meditação · filosofia · posts da Sandra · yoga
20 Maio, 2009

Continuando nosso estudo sobre o Agna Chakra, falaremos agora sobre a mente e o poder de Dharana ( concentração ). A mente manifesta-se no processo de pensar. Pode-se dizer que a mente é a soma total dos pensamentos que já tivemos com os que temos agora, com os que virão á nossa cons
ciência e com os que continuarão a existir depois de nossa morte.
No Yoga, entretanto, entendemos a mente de um modo mais amplo, como Citta. Semelhante ao conceito de expressão do pensamento, volição e sentimento da psicologia moderna, mas num campo de ação mais abrangente, como um meio através do qual a consciência atua em todos os planos do universo manifestado. Assim, Citta inclui todos os níveis da mente do mais baixo ao mais elevado.
Quando a maneira de existir da mente, citta vrtti, é limitada à mente inferior concebemos apenas imagens concretas com nomes e formas, derivadas de percepções obtidas através dos órgãos dos sentidos.

Temos uma visão restrita da realidade e faz com que acreditemos apenas naquilo que vemos, tocamos, ouvimos, degustamos ou cheiramos. As sensações mais sutis como as idéias, intuições, pressentimentos ou sonhos são considerados ocorrências sem significado lógico, mas são justamente essas, as portas que temos para os outros planos, além da lógica, á mente superior. Por isso não podemos menosprezar a relação mente e sentidos. A nossa mente junto com os cinco sentidos físicos são importantes ferramentas que usamos para nos comunicar com o mundo externo e criar esta sensação da “realidade”. Apenas não podemos nos limitar a eles e temos que entender que a realidade é apenas o que conseguimos captar da Grande Verdade
As Citta Vrttis que correspondem aos níveis superiores da mente, embora capazes de serem expressas indiretamente através da mente inferior, estão além de nossa compreensão e podem ser percebidas em seus próprios planos, no estado que chamamos de samadhi , quando a consciência transcende a mente inferior.

De que maneira os pensamentos se manifestam?
Os pramana, (conhecimento correto relacionados a fatos) e viparyaya( conhecimento errônea ou falsa concepção), por exemplo, abrangem todas as imagens que são formadas por algum tipo de contato direto, através dos órgãos do sentido com o mundo exterior dos objetos.Os Vikalpa (fantasias ou imagens evocadas por palavras) e Smrti (memórias) abrangem todas modificações da mente que são produzidas sem qualquer contato direto com o mundo exterior. Estas são resultados da atividade da mente inferior, usando as percepções sensoriais reunidas antes e aí armazenadas. Os Smrti ou memória, são percepções sensoriais reproduzidas na mente com fidelidade, na forma e na ordem em que foram obtidas previamente, quando revemos os acontecimentos anteriores. Em Vikalpa, a imaginação pode combinar, a partir do material sensorial, em qualquer forma ou ordem, coerente ou incoerentes , mas o poder de combinação das percepções sensoriais está sob o controle da vontade. O importante é saber que neste caso os pensamentos ou imagens mentais são derivadas de percepções sensoriais realmente experimentadas, mas que a sua combinação pode não corresponder a nada verdadeiro. No sonho (nidra), outro citta vritts, a vontade não tem controle sobre estas combinações e elas aparecem ante a consciência, ao acaso, fantásticas ou frequentemente absurdas, influenciadas até certo ponto pelos desejos presentes na mente subconsciente.

É possível ao homem dominar a sua própria mente e dirigi-la de acordo com a sua própria vontade, através do domínio de seus próprios pensamentos. O que observamos é que a maioria das pessoas não se dá conta ou não crem nisso. Sem contar quando não são levadas a acreditar que o único sentido para o desenvolvimento a mente é o despertar de“amplos poderes”, a“iluminação garantida” ou tornarem pessoas “melhores” que as demais. Ambas as situações contribuem para transformar as práticas milenares de desenvlvimento mental em métodos entediantes, frustante, inatingívies e de luta com a própria mente. Essa é a razão pela qual muitos praticantes acabam por desistir, ou migrarem de um método para outro.
De certo que não é uma tarefa fácil, mas, como para tudo existem métodos, um deles é o Yoga. Para os que o adotam , Shri Patanjali já aconselha no sutra I.14 dos Yoga Sutras:
As tu dirgha-kala-nairantarya-satkarasevito drddha-bhumih.
Isso significa que há três condições para que o método dê certo: (1) a prática deve ser por longo tempo (2) não deve haver interrupção (3) e a senda deve ser trilhada com devoção.
Falaremos agora dos 3 últimos angas, dos oito copilados por Patanjali
Ainda que pareçam angas independentes, é preciso lembrar que eles mantêm um relacionamento entre si. O sucesso ou eficácia da prática de um anga requer, pelo menos, o entendimento e o domínio parcial dos outros, principalmente dos que os precede.
Dharana é o sexto anga . Corresponde ao fluxo initerrupto da mente, na direção do objeto escolhido. É a concentração da mente, focada em um determinado objeto. É a capacidade de abstrair-se num ponto, focar um alvo e mantê-lo pelo tempo que desejar. Entretanto, no inicio, devido ao estado de agitação da mente, é difícil manter a mente fixa em qualquer coisa por um tempo considerável. Por outro lado, até conseguimos manter este estado de concentração no dia a dia, por exemplo: quando lemos um livro, assistimos um filme, escrevemos um texto, estudamos, cozinhamos, comemos, etc. Mas ocorrem sem profundidade ou método para que haja o desenvolvimento da consciência.

Até que se atinja este estado, a mente deve ser treinada a movimentar-se dentro de um limite. Então a técnica de concentração é o movimento controlado da mente numa esfera limitada. Ainda que se inicie desta maneira, com movimento, a concentração poderá atingir o estado em que todo o movimento ou mudança pare. Neste ponto a mente torna-se una com a natureza essencial do objeto concentrado, e assim não se move mais. Esse é um conceito diferente de esvaziamento da mente. É a redução de todas as formas de manifestação da mente (citta vrtti) em um único pensamento, o do objeto concentrado. Entretanto no estado de dharana, por mais que a mente inferior esteja concentrada, jamais poderá haver a compreensão inteira da natureza essencial dos objetos de concentração, navegando apenas na superficialidade sem nunca chegar ao âmago. Nesta fase ainda estamos confinados ao intelecto. Nesta fase ainda, a mente ainda está sujeita as distrações, á pensamento que surgem sem serem convidados, necessitando ser reconduzida imediatamente ao estado concentrado. A mente não pára nunca de produzir pensamentos, por isso é tão difícil controlá-la, mas não é impossível. O trabalho de Dharana, portanto é manter a mente continuamente atenta em relação ao objeto de concentração e traze-la de volta toda vez que esta conexão se interrompa. O objetivo de Dharana é a completa focalização do objeto e fazer com que as interrupção reduzam sua frequência até elimina-las por completo, então estaremos em Dhyana, o penúltimo anga.
Em resumo podemos dizer que a diferencia essencial entre Dharana e Dhyana é o eventual aparecimento de distrações. Em dhyana a mente flui através do objeto sem interrupções ou distrações, pelo tempo em que se queira, com a mesma fluidez do óleo, de modo continuo.

Diferente da fluidez da mente em dharana que possui interrupções como a água gotejando.

Agora trataremos do último anga, no estado de Samadhi. Quando as distrações da mente são completamente eliminada em Dharana, e a consciência plena no objeto concentrado é atingido em Dhyana, então pode-se remover o último obstáculo que é a interposição de a consciência de si mesmo, ou a consciência da mente ao do objeto concentrado. O estado Dhyana passa ao estado de Samadhy com o esvaecimento da consciência em relação a si mesmo. Isso, de algum modo abre uma porta para num novo estado de consciência.

Para entendermos melhor tomemos o conceito de polaridade. Toda a manifestação tem duas formas ou dois lados, o externo que corresponde à forma em si e o interno que é à sua essência. À medida que se inicia Dharana e passa-se a Dhyana , ocorre um processo e gradativo de enfraquecimento da mente, somente em Samadhi ela desaparece totalmente. Muitos podem entender este conceito como um completo esvaziamento da mente. Entretanto, esta não é a questão visto que como o objeto preenche a mente por completo, no estado de Samadhy, o que temos é o esvaziamento do externo do objeto de contemplação para que o interno, a sua essência se manifeste.

Em samadhi é possível conhecer mais intimamente a natureza do objeto de concentração pela fusão da essência com o próprio objeto, em outras palavras com o esvaecimento da autoconsciência ou o desaparecimento da mente. Com o desaparecimento da mente abre-se espaço para a ação de outras faculdades mais elevadas, alem do intelecto, possibilitando a percepção da realidade oculta, mais profunda do objeto de contemplação.
Em resumo, as transformações que ocorrem em dharana, dhyana e samadhy são diferentes fases do processo mental. Cada estágio diferenciando-se do outro pela profundidade da capacidade de concentração, em relação às distrações da mente.
Em nossa próxima e ultima parte do estudo sobre o Ajna Ckraka esturademos suas características e sua relação com as praticas de Dharana Dhyana e Samadhy.
Um abraço
Namastê
Sandra
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21 Abril, 2009
Continuando o estudo sobre os
Chakras, agora falaremos sobre o Ajna Chakra.

Ajna literalmente significa “o comando”. Este Chakra é também chamada de “
terceiro olho“, “Olho de Shiva” ou “O Olho Divino”. No corpo físico corresponde à
medula oblonga, à hipófise, à glândula pineal, aos nervos do plexo nasociliar e ao lobo frontal do cérebro .
O
sistema central nervoso e suas propriedades cognitivas e mentais tais como: capacidade de concentração, memórias, raciocínio, imaginação, forças mentais mais elevadas, discernimento, comando mais elevado do sistema nervoso ao nível físico e o intelecto relacionam-se com o Ajna chakra. Podemos dizer que assim como a emoção é a qualidade que sintetiza o
Anahata Chakra , a ética e a pureza o
Muladhara Chakra e a verdade o
Vishudha Chakra , a Consciencia é a qualidade e se manifestação no Anja Chakra. Portanto este chakra é o grande centro da consciência, da atividades mentais e intelectuais em todas as suas formas.
Comumente utilizamos o termo consciência para dizer que estamos cientes ou conhecemos algo. Estarmos conscientes também pode significar despertos, acordados. Também é utilizado no sentido de demonstrar que assumimos uma atitude, uma ideologia como em Consciência Moral, Consciência Negra, Consciência Política, Consciência Ecológica, etc.
De um modo muito mais amplo, no Yoga, entendemos o termo Consciência como todo o Conhecimento, a Energia Suprema, a Consciência Cósmica, ao próprio Deus. Em termos simples e particular, no Yoga também entendemos como a consciência de um indivíduo, uma das formas de manifestação do próprio espírito, a experiência do Eu ou sua vida psíquica. É a compreensão e o discernimento referente à nossa identificação com o corpo físico, a sociedade, o planeta e com o Cosmo, aqui e agora.
Consciência é o entendimento de como nos percebemos; a que achamos que viemos; o que pretendemos, o que estamos fazendo; como percebemos as pessoas;o ambiente; o mundo à nossa volta; nosso estágio de conhecimento e experiência, nossos valores e nossa relação com a Consciência Suprema, Deus. O Yoga nos ensina que quando estivermos unidos em todos estes aspectos então experimentaremos a expressão máxima da Consciência.

Em nossas vidas resvalamos por uma infinidade de fatores, circunstâncias, acontecimentos, que nos atingem de forma muito peculiar, dentro do contexto que viemos desenvolver aqui, nesta vida e que chamamos de
Karma, lei de ação e reação. Todo esse conjunto definirá nosso nível de consciência particular. O nosso nível de consciência pode fazer-nos perceber as coisas de uma determinada forma e determinar nossas reações de acordo com essa percepção. Essa trajetória poderá ser modificada desde que se consiga modificar a forma de percepção desse conjunto de circunstâncias, caracterizando o aprendizado pelo qual devemos passar nesta vida.
A medida que ocorre a alteração desses níveis para um patamar de consciência mais ampliados, ocorreria então uma mudança da reação às circunstâncias externas, bem como aos próprios sentimentos e experiências internas do indivíduo. Essas são as bases para a prática de técnicas de desenvolvimento da consciência e especificamente do Ajna Chakra, a saber: Dharana, Dhyana e Samadhi

Em nosso próximo artigo continuaremos com o estudo sobre o Anja Chakra tratando sobre as formas de manifestação da Cosnciência e como é possível ao indivíduo modificar sua forma de reagir ás circunstancias da vida atraves destas técnicas milenares.
Namastê
Sandra
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11 Fevereiro, 2009
Graças aos meios de comunicação, a India esta em evidencia no momento. Não obstante, ainda continua ainda um mistério. Por isso não é de se estranhar a confusão ainda se faz entre os costumes dos indianos e os do mundo arabe e, principalmente entre o Hinduismo e o
Islamismo. Nosso objetivo, com este texto é esclarecer um pouco mais sobre esta grande civilização atravez de seu culto mais importante.
O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo e a principal religião da
India. Mais do que uma cresça, é um estilo de vida que se compõem uma gama de intersecções de valores, filosofias, crenças e tradições étnicas derivadas de diferentes povos e culturas. Atualmente é a terceira maior religião do mundo em número de seguidores.
Origem
Não se pode datar o nascimento do hinduísmos, mesmo porque diferente de outras religiões, não há um fundador. Mas sua historia iniciou no vale do rio Indo. Na década de 20 arqueólogos encontram artefatos que revelaram a existência de uma cidade de 4,5 mil anos, nesta região. Seu nível de sofisticação assemelhava-se a dos sumérios e egípcios. Calcula-se, que em seu apogeu, tenha atingido um número de 35 a 40 mil habitantes. Os sítios principais são as cidades de
Mohenjo Daro e Harappa, que dá o nome a esta civilização, também conhecidos como dravídicos ou dravidianos.
Em meados do segundo século antes de cristo esta civilização sofreu uma transformação dramática por forças invasoras ou da natureza, como terremotos ou alterações climáticas, que a empurrou para o leste. Por volta de 1500 A.C. uma nova civilização auto denominada arianos, palavra que significa nobre e puro, já ocupava o local. Esta cultura então se misturou ao remanescente da civilização harappa e expandiu-se ainda mais para o leste atingindo as margens de outro importante rio da Índia, o Ganges.

Muito do que se sabe sobre esta civilização está nos Vedas, uma coletânea de hinos e recitações considerada a primeira escritura sagrada da história. Esta civilização conhecida com civilização védica floreceu por todo o norte e centro da Índia, e forneceu as bases para a prática do Hinduismo.
A trilha do Hinduismo
Na primeira fase do Hinduísmo, o Hinduísmo Védico, temos o culto à
deuses associados a realidade e forças do mundo natural. Dyaus, ou Dyaus-Pitar (”Deus do Céu”, em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) o fogo (Agni), Vayu (o deus do vento), as árvores, as pedras e os rios eram também cultuados. A partir da influência ariana, o simbolismo de Dyaus passou por uma transformação e tornou-se Indra, jovem divindade que rege a guerra, a fertilidade e o firmamento, a quem se atribui a criação dos Vedas. Indra representa os aspectos benevolentes da tempestade, em contraposição a Rudra, um os nomes de Shiva, o destruidor.

Também nesse período surgiram diversas outras divindades, inclusive Asura, representante das forças maléficas.

Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre à ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o
Trimurti (Trindade) do Hinduísmo. Ele representa a força criadora. Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal. Os rituais ganham componentes mágicos e elaboram-se idéias mais complexas acerca do Universo e da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação e o de transmigração de almas.

No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. A palavra persa hindu, em sânscrito shindhu, significa rio e refere-se às pessoas que viviam no vale do Indo, passou a designar qualquer pessoa nascida na Índia. A partir do século 13 ganhou uma conotação religiosa, para o sinônimo do “nativo não-convertido ao Islamismo”. Sendo uma característica do hinduismo a capacidade de absorção e agregação de novos elementos ás suas crenças, logo se notaria a influência muçulmana na ritualística hindu.

No século 18, isso também ocorre com a influencia do Cristianismo principalmente dos colonizadores franceses. Este Hinduísmo híbrido também se dividiu em várias correntes, tendo em comum a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.
As Escrituras Sagradas
Como dissemos, o livro sagrado do hinduismo são os
Vedas. A palavra “vedas” vem da raiz vid que significa conhecer, saber e sua tradução primária é “sabedoria” e também “livros”. Os hindus acreditam que os VEDAS, são eternos, pois revelam verdades eternas. Os Hindus entendem a sabedoria como algo anterior a criação, que sempre existiu e da qual tudo se manifesta. Pode-se dizer que esta sabedoria contida nos Vedas não teve um autor humano, ou seja, foi revelado por Deus. Por isso os Vedas são chamados de “Shruti” , que significa “o que foi ouvido”, denotando o seu caráter transcendental.
Os Vedas manteveram-se, graças à tradição oral, quase 3 mil anos depois. No princípio, os Vedas eram um único livro e que foi posteriormente compilado e dividido em 4 livros por Krishna Dvapayana Vyasa nos moldes encontrados atualmente. Acredita-se que este sábio foi contemporâneo do Avatar Krishna e teria vivido entre 4000 A.C. e 3500 A.C. Ele dividiu os Vedas em Rig, Yajur, Sama e Atharva Veda.
Rig Veda o mais antigo de todos são hinos dirigidos as deidades, Sama Veda trada de hinos ou cânticos de louvor a divindade, Yajur-Veda é o livro dos rituais formado pela coleções de formulas poéticas, quase sempre acompanhada de notas musicais arcaicas para uso do cantor e o Atharva- veda, copilado mais tarde com orações e formulas mágicas destinada a propiciar a saúde e boa sorte e contos mágicos, composto por trechos cosmogónicos e místicos.
Cada um dos Vedas é dividido em Samhitá que é uma coleção de mantras, Brahmana que trasem explicações das palavras e textos e instruções rituais, Aranyaka que são textos para os renunciantes e Upanishad que tratam do Absoluto, Brahman, constituindo a parte final dos vedas
Mais tarde surgiu os Smrti ou aquilo que é lembrado, com o objetivo d e preservar o ensinamento védico. Este é composto de : Shastras que são textos sobre leis, política, ética, vida em sociedade, etc, Puranas que contém todo o material sobre mitologia hindu, Itihasas são os dois grandes épicos, o Ramayana e o
Mahabharata, sendo que neste está contido Baghavad Gita, o canto do Bem-aventurado, que é o fundamento particular de devoção a Krisna e Agamas uqe são textos que comentam um aspecto do Criador.
Os Darshanas por outro lado são escolas que trazem os pontos de vida do Hinduismo, e correspondem aos sistemas filosóficos: Nyaya, Vaisheshika, Sankhya, Yoga, Karma-Mimansa e Vedanta.
Fundamentos importantes
- Para os Hindus, o
Universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
- As pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força indestrutível. A trajetória desse espírito depende das ações, pois a toda ação corresponde uma reação -
Lei do Karma. Enquanto o individuo não atingir a libertação final - chama de
moksha -, passa-se continuamente pelos ciclos de mortes e renascimentos, denominado Roda de Samsara. Acreditam também na possibilidade de libertação do homem deste ciclo da reencarnação, da qual só sairão após atingir a Iluminação. O ascetismo e a disciplina do Yoga são praticados com o intuito de atingir essa libertação.
- Os rituais se compõem de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação ou contemplação da divindade, e o Puja que são as oferenda.
A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue).

- As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito, que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Essas preces recebem o nome de mantras e são dirigidos a diversas divindades ou para estimular qualidades pessoais. Em geral, são entoados no mínimo 108 vezes, como o uso do
japa-mala (colar de contas). O mantra mais importante é o OM, “sílaba sagrada” que representa o próprio nome de Deus. OM é a semente de todos os mantras e princípio da criação. É o som que originou toda a matéria - como no gênesis da Bíblia: “E o som se fez carne”.
- A casta social onde o indivíduo nasce é a indicação de seu status espiritual. As modernas condições sociais e culturais trouxeram mudanças no sistema de castas e ainda no status social das mulheres. A sociedade foi dividida em quatro grandes grupos, denominados varnas (castas), com direitos, deveres, previlégios e práticas religiosas diferenciados. De acordo com o hinduísmo os Varnas passaram existir na criação do mundo. O sistema de castas foi abolido pela constituição Indiana em 1949, dois anos após a sua independência. No entanto, mais do que uma questão legal o sistema de castas é uma questão cultural milenar. Em dezembro de 2006, o Primeiro Ministro Manmohan Singh reconheceu que ainda há discriminação contra os parias ou “Dailis”.

- O hinduísmo significa também a observação cuidadosa de regras quanto ao casamento, peregrinação a rios e lugares sagrados, participação e adoração nos templos sagrados em cada aldeia.

- Para o Hindu, a vida do homem está dividida em quatro estágios, denominados Ashramas. Bramacarya é o estágio da juventude. Gnhastha corresponde a fase adulta, em que assume o papel de chefe de família. Vanaprastha é o estágio do homem idoso. Samnyasin nesta fase, indivíduo deve renunciar ao mundo.

Para saber mais sobre alguns Deuses e Deusas hindus consulte:
http://www.sanatansociety.org/hindu_gods_and_goddesses.htm
http://www.lotussculpture.com/lakshmi1.htm
Para fazer o dwonload dos Vedas, Upanishads, Puranas, Mahabharata, Ramayana, Bhagavad Gita e outros textos Hindus:
http://www.sacred-texts.com/hin/index.htm
Para saber mais sobre os costumes da Índia, sugerismos os seguintes filme:
SAMSARA - direção:
Pan Nalin , Ano:
2002
MONSOON WEDDING -direção:
Mira Nair, Ano:
2001
GANDHI- diretor: Richard Attenbourgh, ano:1982
SOB A LUZ DA AMÉRICA -diretor: Roger Christian, ano: 2004
ASHOKA - diretor: Santosh Sivan, ano 2001
PASSAGEM PARA INDIA - diretor Deavid Lean, ano:1984
VIAGEM A DARDEELING - diretor Wes anderson, 2007
Um abraço,
Namastê!
Sandra
Categoria: comportamento · filosofia · posts da Sandra · yoga
19 Janeiro, 2009
Ola Amigos
Neste texto falaremos do primeiro dos Grande chakra, em ordem ascendente,que se chama Muladhara, e traduz se por “suporte (adhara) da base (mula)” ou como raiz, ou de apoio. É o chackra responsável pela manifestação das energias mais sutis no nível físico. Isto, por si só, diz-nos muito sobre a natureza deste centro energético. Trata-se da “raiz”, assim como a raiz de uma árvore, ele dá força, energia e sustentação para todos os Chakras. Localiza-se na base da coluna. Tem associação com os ossos e músculos, ou seja, toda a parte mais densa e física, mas principalmente com a coluna espinhal. Relaciona-se também com a nossa base, isto é, pés e pernas. Os Chakras localizados nos membros inferiores também são controlados por este centro. É a sede da energia de Kundalini, a força transcendental pronta para ser ativada. É responsável por todos os aspectos do homem - tanto físico como também emocionais e psicológico - inclusive pela consciência e inconsciência.

Quando a energia está equilibrada mostramo-nos centrados, fundamentados, donos de nós mesmos, confiantes, saudáveis, plenamente vivos, com uma ilimitada energia física, apresentamos impulso de agir. A energia sexual é afetiva, confiante e a sensualidade é sentida no corpo inteiro.
Por sua relação com as glândulas supra-renais, é o principal agente motor da resposta de “luta e fuga” . É o nosso suporte de atuação no mundo. É bloqueado pela energia do medo, mas principalmente o medo da morte. Quando em desequilíbrio afetam essas glândulas e a manifestação mais comum é o
distresse, produzido pelo excesso de adrenalina e manifestado por uma “situação de alerta constante”. Com isso, as células nervosas tornam-se mais sensíveis aos estímulos influenciando diretamente nosso estado mental. E como vimos no
texto sobre medo, nestes estados a mente tem dificuldade em diferenciar o que é real do que é fantasia, e isso também caracteriza um distúrbio do Muladhara Chakra. Pode ocorrer, também, uma deficiência nervosa ocasionada pela falta de resposta das supra-renais às necessidades da vida diária. Em certos casos, perde-se totalmente a elasticidade mental e física, e o menor esforço em qualquer direção causa muito cansaço.
Os desequilíbrios nesse chakra podem produzir uma série de transtornos físicos tais como: obesidade, anorexia nervosa, anemias, constipação, prisão de ventre, diarréia e colite, hemorróidas, problemas no nervo ciático, artrite degenerativa, problemas nos joelhos, dores nas articulações, dores lombares e nas pernas, problemas de coluna, osteoporose, sexualidade reprimida ou excessiva, distúrbios do sistema reprodutor, insuficiência renal, pressão alta ou baixa e falta de energia.

No aspecto psicofísico, sua energia atua como “energia de enraizamento”. Estando nós no reino da matéria, a nossa principal necessidade é a de fixar raízes, construindo uma base sólida para a uma vida segura. Manter nossos pés no chão, essa é a função desta energia. Para Swami Satyananda Saraswati o Muladhara Chakra é entendido melhor como a base transcendental da natureza física, ou seja, é a matriz energética da busca pelo bem-estar físico, segurança, autopreservação e instinto de auto-sobrevivência. Quando em desequilíbrio, a pessoa “sonha de olhos abertos”, é distraída, não tem força de concentração, é “desligada”, “desnorteada”, incapaz de perceber seus próprios sentimentos ou dos outros. A pessoa parece estar sempre sentindo falta de alguma coisa, e procura sempre algo externo para se satisfazer.

Quando há energia excessiva no Muladhara Chakra o indivíduo torna-se egocentrado, possessivo, agressivo, exibicionista, raivoso, indolente, dominador, ganancioso, extravagante, voraz em todos os sentidos. A energia sexual é indiscriminada, deturpada e até pervertida, com foco estritamente genital.
Se ao contrário, a energia for deficiente, pode gerar um estado de inércia, falta confiança. Faz com que o individuo se torne dispersivo e errático, fraco, com bloqueio na comunicação, tendência a ser manipulado, preocupado, não permite o prazer, desanimado, com confusão de interesses, insatisfeito, tímido, com medo de arriscar-se e com tabus sexuais. Não é capaz de atingir as metas a que se propõem e torna-se autodestrutivo. Há pouca ou nenhuma energia sexual. Não se sente capaz de ser amado ou teme ser abandonado, com dificuldade em dar e receber. Nestes casos podem ocorrer excessos de tristeza, melancolia e para alguns, a falta de amor e interesse pela vida torna-se tão profundos e o estado da mente tão vacilante que, às vezes, podem ocorrer sentimentos de depressão profunda e até mesmo o suicídio.
Vimos em textos anteriores que, a energia
kundalini está adormecida, enrolada como uma cobra no chakra muladhara. Já mencionamos que em determinados chakras existem os
granthis. Eles ele funcionam como portas impedindo a passagem da energia para os próximos níveis. Irá permanecer assim até que se desenvolva a consciência para produzir a chave apropriada para transpô-lo. Esta chave não pode ser dada por ninguém, ela é feita pessoalmente através de mudanças de orientação internas que liberem o controle do ego. No Muladhara Chakra existe um nó, conhecido como o Brahma granthi. Quando este nó é desfeito, shakti, o poder da kundalini, começa a subir pelo interior da espinha dorsal estimulando e despertando os demais centros energéticos e ativando outros níveis de consciência.
O Muladhara Chakra é o centro da energia sexual, mas o homem danificou muito este chakra por uma série de rituais e condicionamentos errônios quanto à sexualidade. Osho em seu ensaio sobre o mapa interior dos chakras descreve as
fases oral, anal e genital como três aspectos associados a este chackra.
Como já mencionamos o Muladhara chackra representa a base, o alicerce de toda a estrutura inclusive a psico emoscional. Quando uma pessoa viveu uma perda, um trauma, ou fixou uma sensação de inadequação do afeto recebido na infância, que abalaram seu sentimento de segurança e auto aceitação e que se refletem por toda a vida adulta, essas marcar também estão fixadas no Muladhara Chackra. Assim ao começar o seu desenvolvimento no estágio oral e devido e educação errada ou uma insatisfação nesta fase muitas crianças ai permanecerão até a idade adulta. São fixações que, por exemplo, levam as pessoas a comerem de mais, a fumarem, a mascarem chicletes compulsivamente, a beberem de mais, etc. Segundo o autor a fixação oral é o estagio mais baixo do muladhara.
Outra época importante para o desenvolvimento se passa no treinamento da retirada das fraudas. Algumas crianças são levadas precocemente a abandoná-las sendo forçadas a controlar seus esfíncteres sem ter maturidade para isso. Então elas fecham o mecanismo anal e podem se fixar nesta fase. Isso justifica, por exemplo, porque há tantas pessoas constipadas. Segundo Osho a constipação é uma alteração no Muladhara Chakra, assim como distúrbios que causam as diarréias. Mas no geral, são pessoas acumuladoras. Acumulam toda sorte de coisa, desde bens a conhecimento e consequentemente se tornam sovinas não podendo dar nada para ninguém. Guarda e carrega tudo consigo ou não conseguem fixar nada nem para si mesmas.
Ao se mantiver fixo no estágio oral ou anal dificilmente irá para o estagio genital. Supondo-se que chegou a este estágio então a sociedade cria a culpa e a condenação em relação ao sexo, passando a ser equivalente a pecado. Isso gera uma alteração na energia deste chakra que por sua vez bloqueia da energia de Kundalini.

O grande desafio é fazer com que o Muladhara Chakra relaxe . Os bloqueios nessa região relacionam-se com a capacidade de soltar e transcender as amarras de preocupações puramente materiais. A qualidade fundamental deste chackra é a inocência. É a sabedoria inata que vem da inocência infantil. Quando maculadas trazem os problemas psicoemocionais já mencionados. É o centro energético da simplicidade, da alegria, da pureza, a integridade e do equilíbrio. As atitudes e comportamentos, principalmente sexuais, surtem um impacto crítico para a força ou a fraqueza desse centro e consequentemente desequilíbrio do corpo. O Muladhara precisa funcionar 100% para que a energia vital flua.
Percebemos como é muito tênue a linha de equilíbrio deste chakra em particular e quão sérios são seus desequilíbrios, tanto para mais como para menos. Já vimos, em textos anteriores, que nenhum centro energético dever ser manipulado indevidamente, mas principalmente este. Quando em desarmonia ele poderá nos mostra o que há de pior no humano. Por outro lado ele oferece a base para o ser humano desenvolver o que tem de melhor.
Nossos esforços devem ver no sentido de conter os excessos e corrigir, aceitar e aprender com nossas deficiências. Para manter a saúde deste centro precisamos manter-nos harmônicos com princípios éticos e morais que mantenham limpos nosso corpo, nossa mente e nossas emoções, com simplicidade, pureza e discernimento.
Namastê
Sandra Galvão
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